quinta-feira, 1 de março de 2007

Análise para BOVESPA, DOW JONES e NASDAQ

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Hoje foi um dia de indecisão. As principais bolsas abriram em queda forte e depois de muito andar de lado no intraday, as bolas americanas fechou em pequena queda, porém, significativa para os padrões americanos, e a BOVESPA mais uma vez fechou com que acentuada.
Ainda não está definido o que irá acontecer e amanhã já é 6a feira, com isso fica no ar a seguinte pergunta: quem arrisacará ficar comprado ou vendido durante o final de semana?
As perdas e ganhos dos últimos dias, com excessão da fatídica 3a feira, estão quase se anualando, por isso, se a China não aprontar mais nenhuma gracinha, acredito que poderemos ter alguma alta significativa.
Ainda não temos sinais de compra, só a Dow Jones está ensaiando sinal de compra no estocástico e no MACD, porém, ss três bolsas estão em zona de sobrevendidos, mas ainda temos sinais de compra. Vamos aguardar.
A BOVESPA e a DOW JONES estão com status "manter" e a NASDAQ está com status "vender".
Como eu sempre digo, nenhum instrumento pode prever o comportamento humano, portanto, vamos ficar de olho aberto nos chineses!
As informações contidas neste BLOG refletem opinião e análise em que eu acredito. Não me responsabilizo pelo uso destas informações e encorajo cada visitante a consultarem outras referências e até mesmos sua própria análise antes de se posicionar no Mercado de Capitais.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Informativo: Bovespa iniciará negociações do POP no dia 9

Bovespa iniciará negociações do POP no dia 9
Sex, 2 Fev, 15h55

A Bovespa e a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) informam que o início das negociações do POP (Proteção do Investimento com Participação), suspenso ontem por determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), irá ocorrer na próxima sexta-feira, dia 9 de fevereiro. Segundo comunicado enviado hoje pela Bolsa, a CVM considerou satisfatórios os esclarecimentos prestados ao órgão regulador e ao mercado.

A Bovespa disse à CVM que o funcionamento do POP e suas características de risco-retorno, inclusive a proteção ao capital, só valem se ele for mantido inalterado. Portanto, se o investidor "desmanchar" o POP, poderá eliminar essa proteção. O valor protegido é assegurado ao investidor somente no vencimento do POP, e a sua negociação antes do vencimento é efetuada aos preços do mercado. O valor do capital protegido que o investidor escolheu pode ser menor que o valor investido por ele (o preço pago pelo POP).

No vencimento, continua a Bovespa, se o valor da ação for menor que o capital protegido, o investidor deve escolher receber esse montante em vez de ficar com a própria ação. Essa escolha é o exercício da opção, que o investidor deverá comunicar à sua corretora para ser executada no mercado. No vencimento, se o valor da ação for maior que o capital protegido, o investidor deve escolher se quer ficar com a ação sem qualquer proteção ou adquirir um novo POP, para continuar a ter uma determinada proteção ao seu capital. O investidor deverá comunicar essa escolha a sua corretora.

"O POP proporciona uma determinada proteção ao capital investido em troca de uma participação nos eventuais ganhos do investimento na ação. Portanto, quando a ação se valoriza suficientemente, o ganho com o POP será inferior ao ganho que o investidor obteria se aplicasse exclusivamente na ação. Esse é o custo da proteção proporcionada pelo POP", diz a Bolsa. A proteção ao capital proporcionada pelo POP é decorrente da opção de venda da ação nele contida e não da contratação de um seguro ou de outra espécie de garantia.

Além disso, o POP só pode ser contratado por investidores que assinarem, com a respectiva corretora, o contrato para operar no mercado de opções. Cabe ao investidor avaliar se esse mercado é conveniente ao seu perfil e se é apropriado ao seu grau de experiência no mercado de ações. O investidor deve também avaliar seus objetivos ao escolher participar do POP e conversar com a sua corretora de valores.

Carteira: MCI (Fevereiro - small caps)

Ações: consenso de mercado identifica boas oportunidades entre as Small Caps
Por: Bruna Dal Moro Alves
01/02/07 - 10h05
InfoMoney

SÃO PAULO - O MCI - indicador de consenso de mercado elaborado pela InfoMoney - identifica boas oportunidades entre os papéis, muitas vezes, fora do foco dos investidores.

Dentre as Small Caps mais lembradas, as ações ordinárias de Eternit e MMX Mineração foram consideradas as opções mais interessante de investimento. De acordo com o levantamento, há atualmente onze small caps com nota superior a 4,0 pontos, de um valor máximo de 5,0, sugerindo o bom potencial de tais papéis.

Primeiro lugarCom 4,69 pontos, os papéis de Eternit e MMX Mineração lideram as indicações. Para os analistas, a Enternit apresenta boas perspectivas de vendas, uma política agressiva de distribuição de lucros e um elevado grau de governança corporativa.

Já as ações da MMX são consideradas uma alternativa atraente aos investidores que estão procurando ganhar exposição no mercado de minério de ferro, apontam os analistas. Além disso, os bons fundamentos e o alto potencial de crescimento da companhia favorecem as recomendações.

Lupatech e DatasulEm segundo lugar, com 4,58 pontos, os papéis da Lupatech, líder na fabricação e produção de válvulas industriais, refletem as perspectivas de ampliação da presença da companhia no mercado internacional nos próximos meses. Vale lembrar que a empresa já anunciou duas aquisições na Argentina em 2006.

Já as ações da Datasul, que ficaram em terceiro lugar com 4,56 pontos, refletem o posicionamento da companhia no setor, que é considerada uma das líderes no fornecimento de serviços de softwares para empresas de médio e grande porte da América Latina.

Além disso, os analistas destacam que os papéis da companhia são uma boa opção para investidores que querem ingressar no setor de tecnologia.

Outros destaquesCom avaliação também bastante positiva, estão as units da Equatorial Energia e as preferenciais da Randon que empatam em quarto lugar, com 4,50 pontos. Logo em seguida estão as ações preferenciais da Saraiva, com 4,38 pontos.
Confira as small caps melhor avaliadas:

Ação MCI Eternit ON 4,69
MMX Mineração ON 4,69
Lupatech ON 4,58 Datasul ON 4,56
Equatorial Energia unit 4,50
Randon PN 4,50
Saraiva Livraria PN 4,38
Fosfertil PN 4,17
Coelce PNA 4,17
Magnesita PNA 4,17
Contax PN 4,17

O que é o MCI?
O Market Consensus Indicator (MCI) tem como principal objetivo facilitar as decisões de investimento dos usuários do site no mercado de ações.

Considerando uma amostra com informações e projeções de diversos bancos de investimento e corretoras, o indicador busca trazer um indicador de consenso entre os analistas de mercado a respeito das recomendações de uma determinada ação.
Variando em uma escala de 0 (venda forte) a 5 (compra forte), o indicador é calculado a partir das recomendações dos analistas consultados, trazendo um resumo do consenso. É importante destacar que o MCI é calculado apenas para ações com ao menos três recomendações de analistas distintos.

Carteira: Ágora (Fevereito - arrojada)

Petrobras sai e Net entra na nova composição da carteira arrojada da corretora Ágora
Por: Gustavo José Endler Kahil
01/02/07 - 12h17
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações da Petrobras não são mais uma opção de investimento sugerida pela carteira arrojada mensal da corretora Ágora. Quem aparece agora no lugar da blue chip é a Net, que também foi incluída na carteira moderada deste mês.

A expectativa de bons resultados para o último trimestre do ano passado sustenta a sugestão. "A consolidação dos balanços (com Vivax) e a exploração das sinergias deverão ser reconhecidas pelo mercado nos próximos trimestres", afirmam os analistas.

Menor concorrênciaO outro motivo apontado pelos analistas é a possível ratificação da agência reguladora às aquisições da Way-TV pela Telemar e da TVA pela Telefônica.

A aprovação pode beneficiar a companhia, tendo em vista que a decisão pode ocorrer "mediante o cumprimento de metas de qualidade e outras exigências como expansão da cobertura para áreas de classes de baixa-renda, o que reduzirá o impacto da concorrência", diz o relatório enviado nesta quinta-feira.

Confira as apostas arrojadas:
Empresa Código Preço-Alvo* Upside**
Net NETC4 R$ 27,20 5,96%
ALL ALLL11 R$ 28,00 21,7%
Gerdau GGBR4 R$ 51,89 44,9%
Lojas Americanas LAME4 R$ 156,17 27%
Klabin Segall KSSA3 R$ 26,94 47,2%

*Preço-Alvo projetado para dezembro de 2007
**Potencial de valorização

Carteira: Ágora (Fevereito - dividendos)

Ágora atualiza carteira recomendada com boas pagadoras de dividendos
Por: Conrado Mazzoni Cruz
01/02/07 - 15h37
InfoMoney

SÃO PAULO - A Ágora atualizou na noite da última quarta-feira (31) sua carteira recomendada de dividendos. Na nova seleção, a equipe da corretora optou por apenas uma alteração: a troca das ações preferenciais da Telesp pelos papéis ordinários.

O motivo é o novo modelo de análise dos ativos da Telesp, no qual ambos os papéis PN e ON apresentam o mesmo preço-alvo para dezembro de 2007, de R$ 63,05. Contudo, as ações ordinárias têm um desconto de 9% em relação ao preço das preferenciais.

Careteira Dividendos:
A Ágora compila a seleção de cinco ações de empresas que tenham boas taxas de distribuição de proventos e, ao mesmo tempo, estejam consolidadas em termos de nível de atividade e apresentem boas práticas de Governança Corporativa.

Segundo os analistas, os yields (dividendos) estimados para as ações que compõem a carteira são, no mínimo, de 8%. Os papéis também representam empresas com forte geração de caixa.

Confira as recomendações:

Empresa Código Preço Alvo Upside* Peso
Eternit ETER3 R$ 19,32 26% 26,16%
Usiminas USIM5 R$ 123,92 52% 19,27%
Confab CNFB4 R$ 6,93 10% 22,82%
CPFL CPFE3 R$ 41,78 49% 17,74%
Telesp TLPP3 R$ 63,05 30% 14,01%

*Potencial de valorização

Carteira: Itaú (Fevereiro - mês)

Ações: carteira "Top 5 Valor" do Itaú para fevereiro tem duas alterações
Por: Bruna Dal Moro Alves
01/02/07 - 15h48
InfoMoney

SÃO PAULO - A Itaú Corretora divulgou sua carteira "Top 5 Valor" para fevereiro. Usualmente, o perfil deste portfolio tem bases fundamentalistas, com menor peso das diretrizes do mercado.

Em relação à carteira de janeiro, a corretora efetuou duas alterações no portfolio. As ações preferenciais de Gerdau e Bradesco foram substituídas pelos papéis ordinários de Net e Submarino.

Análise da carteiraTendo em vista o crescimento da base de clientes e os novos investimentos que a empresa vem realizando, os analistas recomendam as ações da Net. Além disso, a perspectiva de ganhos da Net anima a instituição.

Quanto ao Submarino, os analistas estão otimistas em relação à parceria da companhia com a Americanas.com. Vale observar que outras instituições também apostam na nova empresa e ainda acreditam que a B2W poderá obter mais sinergias do que havia estimado anteriormente. Além disso, a entrada das ações do Submarino na composição do Ibovespa 2007 também foi relembrada pelos analistas.

Confira a carteira "Top 5 Valor" de fevereiro:

Empresa Código Preço-alvo* Upside
Net NETC4 R$ 34,70 31,5%
Submarino SUBA3 Em Revisão
Perdigão PRGA3 R$ 38,50 41,0%
Lupatech LUPA3 R$ 44,00 21,2%
Light LIGT3 R$ 30,00 19,0%

Informativo: POP - Saiba mais sobre o produto.

POP: Saiba mais sobre o produto

O POP (Proteção do Investimento com Participação) promete ser uma opção interessante de investimento para o investidor que até hoje fugiu do mercado de ações por ter medo de perder dinheiro.

A função do novo produto é a dar segurança ao investidor, ou seja, caso o mercado caia muito, as perdas de quem o adquirir serão muito mais limitadas. A contrapartida é no ganho, que deve ser um pouco menor para quem tiver uma ação, o preço da segurança.Como funciona?

A lógica de funcionamento é bastante simples. Basicamente, há três operações dentro do produto: a compra de uma ação no mercado à vista, a compra de uma opção de venda e a venda de uma opção de compra - ambas as opções sobre a mesma ação e data de vencimento.

Desta forma, o investidor fica protegido de eventuais quedas abruptas do papel. Isso porque, como comprou uma opção de venda, tem o direito de se desfazer da ação ao preço de exercício previamente estabelecido.

Em contrapartida, se a ação subir bastante, terá seu retorno limitado. Como vendeu uma opção de compra, esta será exercida por um outro investidor, restringindo o eventual ganho do primeiro.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Artigo: "Ben Bernanke alerta para possível crise fiscal nos EUA nos próximos anos."

Ben Bernanke alerta para possível crise fiscal nos EUA nos próximos anos

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
18/01/07 - 15h08
InfoMoney

SÃO PAULO - Um alerta sobre o desequilíbrio orçamentário norte-americano. Esta foi a tônica do discurso realizado pelo presidente do Federal Reserve Bank ao Congresso dos EUA nesta quinta-feira.

Ben Bernanke afirmou que seu país pode enfrentar uma grave crise fiscal nos próximos anos caso não se atente ao rápido crescimento dos gastos dos programas sociais, como o Medicaid e o Medicare.

O chairman do Fed não comentou a respeito da política monetária atual, nem sobre as condições da economia restritas ao curto prazo.

Medidas são necessárias
Muito embora projeções oficiais do governo norte-americano apontem para uma estabilidade ou um ligeiro recuo do déficit orçamentário ao longo dos próximos anos, Bernanke ressaltou que o crescimento econômico por si só não será um fator suficiente para atenuar o problema fiscal e reforçou a necessidade de adoção de medidas de controle de gastos ou aumento dos impostos.

"Infelizmente, estamos vivenciando o que parece ser a calmaria antes da tempestade", concluiu o presidente do banco central dos EUA.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Artigo: "Mercado de ações global está 'sobrevalorizado' "

Mercado de ações global está "sobrevalorizado", revela pesquisa com gestores

Por: Cauê Todeschini de Assunção
14/11/06 - 16h25
InfoMoney

SÃO PAULO - O valuation do mercado acionário voltou a ser um das grandes motivos de preocupação dos gestores de fundos, conforme indica levantamento realizado pela Merrill Lynch no mês de novembro.

De acordo com os dados do banco norte-americano, pela primeira vez desde o início de 2004, mais investidores acreditam que o mercado está "sobrevalorizado" do que "subvalorizado".

Ainda segundo banco, a manutenção dos elevados níveis de liquidez e apetite pelo risco suporta o recente movimento do mercado global, mas os investidores começam a duvidar que os lucros corporativos possam continuar surpreendendo positivamente no próximo ano.

Fim da complacência com a inflação
Para a Merrill Lynch, o recente rally dos preços das commodities parece ter acabado com a complacência dos gestores com a inflação.

Os dados da pesquisa mostram a elevação do percentual de investidores que espera taxas de inflação e de juros maiores nos próximos meses.

Europa assume a preferência dos gestores
Entre as regiões, os ativos europeus assumiram a liderança na preferência dos gestores, que pertencia ao Japão há mais de um ano.

O banco, porém, lembra que o desempenho do mercado japonês durante seu período como maior aposta foi negativo, cerca de 8% abaixo da média global.

Sobre a Europa, a Merrill Lynch recomenda cautela, afirmando que a mistura de desaceleração da economia da região com maiores apertos do juro pelo BCE (Banco Central Europeu) pode pressionar os mercados.

Pesquisa tem boa representatividade
A pesquisa do banco de investimentos norte-americano coletou informações de 216 gestores de fundos, que controlam um patrimônio de mais de US$ 600 bilhões, entre os dias 3 e 9 de novembro.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Artigo: "Apuração dos lucros"

Apuração dos lucros
Por Daniele Camba e Danilo Fariello
04/10/2006


A surpresa de um segundo turno para a Presidência da República mudou o cenário para os investimentos. A situação do mercado já não é mais tão clara, ganhando alguns ingredientes de instabilidade. Neste mês, o que se espera é uma boa oscilação dos ativos até que se defina quem irá governar o país. No longo prazo, há entre os dois candidatos distinções que podem ser relevantes para o destino das aplicações. Enquanto a resposta das urnas não vem, os especialistas recomendam que os investidores fiquem atentos ao desenrolar da campanha para encontrar oportunidades de ganho em meio à volatilidade.

Num primeiro olhar, tanto Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, quanto Geraldo Alckmin, do PSDB, parecem para o mercado boas opções, já que devem dar continuidade à política econômica atual. "Como o Brasil melhorou muito em termos de fundamentos, não há o menor incentivo para grandes mudanças", avalia o sócio da Tendências Consultoria Roberto Padovani.

Segundo analistas, existiria uma preferência do mercado pelo tucano por ele representar uma chance maior de implementação de algumas reformas importantes - como a da previdência e a política. "Alckmin tem mais clareza de quais reformas são necessárias, por isso sua vitória representaria um potencial maior de valorização no mercado", diz Padovani.

Não é o momento de correr grandes riscos nas aplicações, já que o destino da eleição ainda é incerto, alerta o sócio da Mauá Investimentos e ex-diretor de Política Monetária do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo. Mas também não é preciso exagerar e colocar todo o dinheiro em investimentos conservadores, diz. "O cenário é neutro, mas levemente positivo." Esse tom "levemente positivo" poderá ganhar força se Alckmin crescer nas pesquisas. "Dependendo das chances dele ganhar, o mercado fica exuberante e oferece bons ganhos."

O histórico de Alckmin de bom gestor também agrada ao mercado. Com uma possível eleição do candidato tucano, haveria uma maior possibilidade de privatizações ou pelo menos de uma melhora na rentabilidade das estatais, com menos indicações políticas para cargos executivos, acredita a chefe de análise da Fator Corretora, Lika Takahashi.

"Mesmo que o Banco do Brasil não seja privatizado, suas ações vão subir porque o mercado acredita em uma melhora na instituição", diz Lika. Essa visão já se refletiu nas ações de algumas estatais. Na segunda-feira, os papéis da Eletrobrás e do Banco do Brasil subiram 4,79% e 3,78%, respectivamente. Também existe expectativa de que um governo PSDB dê mais autonomia às agências reguladoras e reforce as concessões, como de saneamento e rodovias. "Isso pode beneficiar ações como da Sabesp, OHL e CCR, por exemplo, além dos papéis de setores regulados, como teles e elétricas", diz o chefe de análise da Ágora, Marco Melo. Essas valorizações, no entanto, poderão evaporar se o cenário não se concretizar. "São especulações", diz.

No curto prazo, as expectativas são otimistas por conta da eleição, com reflexos em ativos como a bolsa. "Qualquer dos dois candidatos têm um discurso pró-reformas, e há ainda o lado psicológico de um novo governo aumentar as esperanças de mudança", diz o estrategista chefe do UBS, Marcelo Mesquita. Esse otimismo deve levar o Ibovespa para os 40 mil pontos até o fim do ano, estima ele.

No entanto, ainda é interessante manter boa parte dos investimentos em aplicações atreladas por juros, diz Gaspar Gasparian, sócio da consultoria Sankt Gallen. "Indicamos para aplicações mais arriscadas principalmente os multimercados long/short, que podem apresentar maior ganho com a volatilidade." Os multimercados com estratégia macroeconômica também podem apresentar diferencial, com menos incertezas do que investir direto em bolsa até uma definição eleitoral.

Apesar das atenções voltadas para as urnas, o principal risco continua vindo do setor externo - o nível de desaceleração da economia americana - muito mais imprevisível, diz o sócio responsável pela gestão de fundos do Pactual, Rodrigo Xavier. "Mais por conta disso, não aplicamos em ativos de renda fixa de prazo muito longo, porque preferimos papéis de maior liquidez." Xavier prevê que o cenário só ficaria mais instável por motivos internos se surgissem novos escândalos. "Haveria mais espaço para lucrar ou perder, em um fundo multimercado."

Para o longo prazo, Gasparian prevê cenários distintos para os investimentos de acordo com o candidato eleito. Com Lula, o início do próximo mandato poderá ser marcado por turbulências com a apuração das denúncias de corrupção, diz. "A bolsa poderá sofrer com essa instabilidade e o câmbio subir." Se o eleito for Alckmin, o consultor espera uma redução mais forte dos juros, o que beneficiaria os investimentos prefixados e tornaria o cenário mais positivo para as ações. "Alckmin ainda poderá também adotar uma política cambial mais flexível, para estimular as exportações, o que beneficiaria a aplicações em fundos cambiais."

O desempenho dos ativos também dependerá de as reformas saírem do discurso. "Se isso ocorrer, a bolsa terá fôlego para mudar de patamar e chegar em 50 mil pontos", diz Mesquita do UBS. Se não saírem do papel, na melhor das hipóteses as ações ficarão onde estão hoje..(Colaborou Angelo Pavini)

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Artigo: "Alguns motivos para o investidor revisar suas aplicações"

Alguns motivos para o investidor revisar suas aplicações
Gilberto Poso
03/10/2006


Muito se discute atualmente sobre as possibilidades de queda nos juros básicos no Brasil e seus respectivos benefícios. Certamente, tais discussões são de extrema relevância, dados os impactos nas empresas, nas pessoas e na economia. A idéia deste artigo, no entanto, é avaliar três dos impactos positivos das quedas de juros sobre os investimentos, particularmente sobre a distribuição dos recursos para os mercados de crédito e acionários.

Antes de tudo, para que os impactos sejam substanciais, é fundamental que as quedas valham para os juros nominais e para os juros reais. Além disso, precisam ser sustentáveis. Não pretendemos estender o debate sobre as necessidades para que tal ambiente se produza, tema bastante explorado em diversos artigos. Por ora, trabalharemos com o cenário de uma redução gradual e duradoura das taxas básicas.

Começando pelas empresas, a avaliação de projetos, expansões ou novos negócios/produtos está ligada, entre outros fatores, ao retorno previsto sobre o investimento. A análise usualmente compara o retorno esperado com a taxa de juros prevista. Para a idéia prosperar, o retorno do projeto deve superar a taxa de juros e ainda recompensar os riscos assumidos pelo(s) investidor(es). A perspectiva de queda dos juros reais aumenta as chances de projetos serem aprovados ou de negócios serem ampliados. Como novos projetos ou negócios visam o aumento de lucros futuros, sua viabilidade torna os papéis dessas empresas mais atraentes. Pelo lado do crédito, a redução dos juros reduz o custo de capital, abrindo espaço para empresas aumentarem suas captações em níveis compatíveis com seus desempenhos operacionais e para colocação de novas alternativas de crédito.

Do ponto de vista financeiro, a queda dos juros afeta positivamente o valor de uma empresa: os principais parâmetros dos modelos de avaliação são a expectativa de lucros/geração de caixa futuros (tratados no parágrafo anterior), o prêmio de risco (função das condições macroeconômicas) e a expectativa de juros para longo prazo. Esta última, seja por meio da remuneração dos Global Bonds ou a da taxa embutida nos títulos indexados à inflação, é utilizada para descontar o fluxo futuro de caixa ou fluxo futuro de dividendos. Todo o resto mantido igual, quanto menor a taxa de desconto, maior o valor percebido para a empresa. A avaliação de crédito das empresas também é influenciada positivamente pela queda nos juros: menor nível de juros representa menor serviço de dívida, parâmetro importante na classificação ou revisão de títulos/empresas.

Finalmente, a queda dos juros afeta as decisões dos investidores também pelo lado da remuneração global de seus investimentos: a maioria dos investidores - embora não a totalidade - define suas alocações primeiramente em função dos retornos potenciais. Quando a remuneração proporcionada pelos juros satisfaz os objetivos de rendimento, não há razão para o investidor preocupar-se com alternativas de investimento. Entretanto, diante da queda dos juros, outras alocações ganham atratividade. Como o segundo fator importante na decisão é o risco associado ao investimento, a migração não ocorre exclusivamente para o mercado acionário. Parte é migrada para alternativas que proporcionem rendimentos ligeiramente superiores e parte é redistribuída para outros mercados. Por isso, a queda dos juros está normalmente associada a: 1) Aumento na captação de títulos privados, fundos de recebíveis e outras securitizações; 2) Aumento da aceitação por títulos de longo prazo e títulos de rendimento prefixado; 3) Aumento da participação relativa de ações nas carteiras de investimento.

De fato, a participação de investidores pessoas físicas no mercado brasileiro aumentou em 2006, de 23% para 26%, mesmo com o baixo crescimento brasileiro. Na mesma linha, de acordo com relatório divulgado pela Bear Stearns (Bear Stearns' Latin America Watch, set/06), a participação de fundos de ações e fundos balanceados sobre o total de fundos é de aproximadamente 7,3%, comparáveis à média de 28,9% num grupo de 13 países emergentes.

Os três aspectos comentados apontam para uma inexorável e saudável redistribuição de investimentos no Brasil durante os próximos anos. Naturalmente, tal realocação não ocorrerá de forma uniforme e sem tropeços. Entretanto, esses já são motivos suficientes para que os investidores revisem seus investimentos para os próximos anos.

Gilberto Poso executivo-sênior de Investimentos do HSBC Private Bank

Valor Econômico: Mais Brasil - 03/10/2006

Mais Brasil
Por Daniele Camba
03/10/2006

Mesmo com as incertezas sobre o cenário eleitoral, com a surpresa de um segundo turno para presidente da República, os analistas ainda se mostram otimistas com relação ao crescimento econômico do país em 2007. Seja Lula ou Geraldo Alckmin o novo governante, há consenso de que a condução da política econômica na linha da estabilidade será mantida, com inflação controlada, redução da taxa de juros, superávit primário e balança comercial robusta. Permanecem, assim, intactas as projeções de um crescimento mais vigoroso do PIB para os próximos anos. Para se beneficiar do movimento, as corretoras participantes da Carteira Valor intensificaram as recomendações de papéis voltados ao mercado interno. Entre as sugestões estão ações de varejo, consumo, bancos e energia.

Apesar do tom de tranqüilidade, a disputa eleitoral deve trazer um pouco de volatilidade para a bolsa este mês. A oscilação pode aumentar significativamente caso novos escândalos venham à tona. "A perspectiva é de uma bolsa para cima até o fim do ano, com o Índice Bovespa chegando a 42 mil pontos em dezembro, mas até lá muito sobe-e-desce ainda está por vir", diz o chefe de análise da Concórdia Corretora, Eduardo Kondo. Os resultados tradicionalmente melhores das companhias no terceiro e quarto trimestres devem ser um empurrão importante para as ações se valorizarem.

Se o céu parece razoavelmente limpo no Brasil, o mesmo não acontece em terras estrangeiras. Apesar de descartarem a possibilidade de uma brusca desaceleração da economia americana, ou até de recessão, os analistas acreditam que as ações voltadas ao mercado externo, como as de commodities (petróleo, mineração, siderurgia, papel e celulose), continuarão altamente voláteis, oscilando a cada nova notícia ou indicador sobre o comportamento da atividade econômica nos Estados Unidos.

"Não vemos risco de uma desaceleração mundial, mas achamos que, no curto prazo, enquanto essa desaceleração suave não se definir, haverá turbulência nas ações de empresas expostas ao comércio internacional, como são as commodities", diz o chefe de análise da Bradesco Corretora, Carlos Firetti.

Por esse motivo, as dez corretoras da Carteira Valor praticamente abandonaram alguns papéis de commodities que são vedetes da bolsa brasileira. As ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce, por exemplo, historicamente apareciam entre as recomendações de sete ou oito corretoras. Mas na carteira deste mês, as preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras têm quatro recomendações e as PNA da Vale somente três. "Não ter esses papéis nos últimos dois meses se mostrou uma estratégia vitoriosa, foi o que fizemos", diz Firetti.

As recomendações da Bradesco Corretora, assim como as sugestões das demais participantes da Carteira Valor, estão voltadas ao crescimento interno. É o caso das ações da Dasa, laboratório de diagnósticos que está em crescimento e com expectativa de fazer aquisições. A corretora também incluiu na carteira os papéis da Net, que está se beneficiando com o aumento da massa real de salários.

A Concórdia também fez várias mudanças na carteira deste mês para se beneficiar da melhora da atividade econômica. A corretora recomenda ações da Confab (fabricante de tubos) e da Lupatech (produtora de válvulas para postos de gasolina), ambas fornecedoras da Petrobras e que devem se beneficiar do aumento de 75% nos investimentos da estatal, diz Kondo.

Depois de um bom tempo relegadas a segundo plano, as ações de energia voltaram à pauta de prioridades dos analistas. Os papéis da Cemig, CPFL Energia e Light possuem duas recomendações cada uma. "O setor inteiro está defasado na bolsa, além disso, com o crescimento econômico, será preciso fazer investimentos em geração, do contrário faltará energia", diz Gilberto de Souza, chefe de análise da BES Securities. As geradoras devem se beneficiar mais desses investimentos do que as distribuidoras.

"A Light, uma das empresas que mais perdem com as ligações clandestinas no Rio, deve sofrer uma reviravolta de eficiência agora que foi comprada", diz o analista da corretora do Banco Real, Pedro Galdi. Além da Light, a corretora recomenda as ações ordinárias (com direito a voto) da Eletrobrás.

As ações de algumas estatais, como a própria Eletrobrás, subiram ontem, com a ida de Alckmin para o segundo turno. "Isso reacendeu as esperanças de uma gestão melhor nessas companhias e até de privatização", diz Firetti, da Bradesco Corretora. No mês passado, a Carteira Valor teve alta de 1,47%, acima do Ibovespa, que subiu 0,60%. No ano, a Carteira acumula 20,78%, para 8,95% do Ibovespa.

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Carteira: SLW (Setembro - semana)

Corretora SLW recomenda cinco ativos para a primeira semana de setembro
Por: Equipe InfoMoney
05/09/06 - 11h25
InfoMoney

SÃO PAULO - A corretora de valores SLW publicou relatório, na última segunda-feira (4), com sua carteira recomendada com cinco sugestões de ativos para a semana entre 4 a 8 de setembro de 2006, visando ganhos no curto prazo.

Os papéis são de empresas com bom potencial de valorização e dividend yield.

Confira as sugestões da corretora

Empresa Código Preço Justo Upside*
ALL América Latina ALLL11 R$ 194,00 11%
Braskem BRKM5 R$ 18,00 30%
Natura NATU3 Em revisão -
Vale do Rio Doce VALE5 R$ 60,00 45%
Ipiranga Petroquímica PTIP4 R$ 20,00 19%
*Com base nas cotações de 1 de setembro

Por que essas ações?

ALL América Latina
A corretora destaca como positivo a votação do desdobramento de ações, que acontecerá no próximo dia 5. Caso o procedimento seja aprovado, o preço por papel será reduzido, o que pode aumentar sua atratividade para os investidores pessoas físicas.


Braskem
Os analistas acreditam que o reajuste do preço das resinas, que deve ocorrer em setembro, e a queda do preço do petróleo irão impulsionar os papéis da companhia.


Natura
A estratégia de crescimento da empresa, que irá iniciar suas operações na Venezuela em dois meses, é um ponto de valorização das ações, acreditam os analistas da corretora.


Vale do Rio Doce
A desconfiança do mercado com a oferta de compra pela mineradora canadense Inco fez as ações da Vale caírem de forma significativa. Isso criou um bom espaço para a valorização das mesmas, ressalta a SLW.


Ipiranga Petroquímica
Os analistas destacam que a reativação da refinaria que produz nafta para a Copesul deve impulsionar as vendas da Ipiranga no curto prazo.

Carteira: Ágora (Setembro)

Conheça a carteira de dividendos da Ágora para o mês de setembro

Por: Equipe InfoMoney
05/09/06 - 09h30
InfoMoney

SÃO PAULO - A corretora Ágora divulgou, na última segunda-feira (4), sua carteira recomendada de dividendos, que compila uma seleção de cinco ativos com boa distribuição prevista de proventos em 2006 e 2007.

Segundo os analistas, os yields estimados para as ações que compõem a carteira são, em média, de 8,5% em 2006 e de 11,8% em 2007.

A corretora alterou um ativo em relação à carteira de agosto e aumentou a exposição aos papéis da Usiminas. As ações da Gerdau Metalurgia foram substituídas por papéis da CPFL e Energia.

Conheça a carteira

Empresa Código Preço Alvo Upside* Yield 06/07
Eternit ETER3 R$ 15,87 62,8% 10,7% 12,5%
Usiminas USIM5 R$ 105,44 54,0% 5,8% 7,7%
Confab CNFB4 R$ 5,87 38,0% 5,1% 10,1%
CPFL CPFE3 R$ 36,00 26,4% 8,8 10,4
Telesp TLPP4 R$ 64,00 30,3% 12,0% 18,4%


Histórico comparado
No mês de agosto, a carteira de dividendos desvalorizou-se em 4,7%, contra uma perda de 2,3% do Ibovespa.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Carteira: SLW (Agosto - Semana)

Confira as recomendações de ações da SLW Corretora para esta semana
Por: Equipe InfoMoney
22/08/06 - 12h20
InfoMoney

SÃO PAULO - A corretora de valores SLW publicou neta terça-feira (22) relatório com sua carteira recomendada com cinco sugestões de ativos para a semana entre 21 a 25 de agosto de 2006, visando ganhos no curto prazo.

Os papéis são de empresas com bom potencial de valorização e dividend yield, que estejam inseridas em setores que devem apresentar um desempenho superior ao da economia brasileira neste ano.

Confira as sugestões da corretora

Empresa Código Preço Justo Upside*
ALL América Latina ALLL11 Em revisão -
Nossa Caixa ON BNCA3 R$ 57,50 30%
Natura ON NATU3 Em revisão -
Vale do Rio Doce PNA VALE5 R$ 60,00 47%
Copesul ON CPSL3 34,76 21%
*Com base nas cotações de 22 de agosto

Por que essas ações?

ALL América Latina
Além do surpreendente resultado da empresa no segundo trimestre de 2006, a corretora vê perspectivas positivas para a ALL. A empresa votará no próximo dia 05 o desdobramento das ações de 1 para 10, o que reduzirá o custo do lote das ações da companhia e aumentará a atratividade das mesmas para os investidores pessoas físicas.


Nossa Caixa
Outra aposta dos analistas da SLW está nas ações ordinárias do Banco Nossa Caixa. Apesar do fraco desempenho registrado pela instituição no segundo trimestre, decorrente do aumento de despesas administrativas, a percepção da corretora é de que o preço das ações do banco já refletiram o resultado e tende a se recuperar.


Vale do Rio Doce
A corretora afirma que as ações da mineradora atingiram preço atrativo após a recente trajetória de queda decorrente da oferta de compra das ações da mineradora canadense Inco, empresa que a Vale tenta adquirir.


Copesul
A aprovação por parte da empresa do atrativo dividend yield, acima dos 3%, poderá servir de catalisador para os papéis no curto prazo, segundo os analistas da SLW.

Carteira: Coinvalores (Agosto - Semana)

Confira as recomendações de investimentos da Coinvalores para esta semana
Por: Equipe InfoMoney
22/08/06 - 08h48
InfoMoney

SÃO PAULO - A corretora Coinvalores publicou relatório com sua carteira recomendada com cinco sugestões de ativos para a semana de 21 a 25 de agosto de 2006, visando ganhos no curto prazo.

Os papéis são de empresas com bom potencial de valorização e dividend yield, que estejam inseridas em setores que devem apresentar um desempenho superior ao da economia brasileira neste ano.

Confira as sugestões

Empresa Código Preço Alvo Upside*
OHL OHLB3 R$ 30,50 29%
Lojas Americanas LAME3 R$ 110,00 31%
Siderúrgica Nacional CSNA3 R$ 81,00 19%
Cemig CEMIG4 R$ 120,00 38%
Natura NATU3 Em revisão -
*Com base nas cotações de 21 de agosto

Por que essas ações?

OHL
Além do bom desempenho revelado pelos resultados do segundo trimestre de 2006, a corretora vê perspectivas positivas para a OHL. A empresa tem grandes possibilidades de crescimento, através de aquisições ou participações em projetos, como a PPP da rodovia MG-050.


Lojas Americanas
Outra aposta dos analistas da Coinvalores está nas ações da varejista Lojas Americanas. A percepção é de que os aumentos da renda média real do consumidor, do crédito consignado e do parcelamento das vendas vão continuar impulsionando os ganhos da empresa. Destaque para as vendas on-line.


Siderúrgica Nacional
A corretora esteve em reunião com diretores da siderúrgica e considerou positiva a notícia de aumento de investimentos e a estratégia de internacionalização da CSN, com o aumento das parcerias com empresas internacionais.


Cemig
Apesar do mau desempenho demonstrado de abril a junho deste ano, a Coinvalores acredita que a Cemig tem boas possibilidades de recuperação no segundo trimestre, devido à uma série de aquisições e outras operações que serão concluídas em breve.


Natura
A corretora destaca que o aumento do poder aquisitivo da população e a proximidade do fim do ano devem impulsionar as vendas da companhia. O bom desempenho operacional no Brasil e nos demais países da América Latina deve continuar.

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Comentário: Analistas Projetam Semana Difícil para o Mercado e Adotam Cautela

Bolsa: analistas projetam semana difícil para o mercado e adotam cautela
Por: Marcello de Almeida
11/08/06 - 18h29
InfoMoney

SÃO PAULO - Respondendo aos anseios da grande maioria dos investidores, o Federal Open Market Committee, o comitê de política monetária dos Estados Unidos, não surpreendeu. O colegiado optou na reunião de agosto por interromper o ciclo de elevações da taxa básica de juro da maior economia do planeta, iniciado em setembro de 2004, quando os Fed Funds estavam 1,0% ao ano.

Apesar de se apresentar como uma notícia positiva para os mercados de renda variável, a manutenção da Fed Funds Rate em 5,25% ao ano não impulsionou a cotação das ações negociadas em Bolsa. Isso porque, mesmo não tendo aumentado a sua taxa básica de juro, o Fomc não descartou a possibilidade de novos aumentos.

A autoridade monetária afirmou que a retomada do ciclo de aperto monetário, bem como sua intensidade e duração, dependem de novos indicadores a serem divulgados. A percepção que ficou foi que o Fed ainda está desconfortável com os atuais níveis da inflação norte-americana, sendo que os comentários sobre uma desaceleração mais abrupta da economia dos EUA também ganharam força.

Perspectivas pouco positivas para o curto prazo
Comentando suas perspectivas de curtíssimo prazo para o mercado brasileiro de ações, Marcelo Giancoli, da Intra Corretora, se mostra pouco otimista. Lembrando que na próxima semana serão publicados nos Estados Unidos importantes indicadores de preços e atividade industrial, o gerente de investimentos aposta em uma reação pouco positiva do mercado.

Giancoli avalia que dificilmente os indicadores de preços no atacado e varejo vão mostrar desacelerações mais expressivas da inflação norte-americana, o que deve manter a cautela dos investidores. No mais, ressalta-se que o mercado segue preocupado com os altos preços do petróleo e que a correlação com Wall Street tende a seguir bastante elevada.

Outro ponto a ser observado, na opinião de Tommy Taterka, da corretora Concórdia, diz respeito ao vencimento de índice futuro na quarta-feira (16). O trader visualiza um maior número de investidores comprados em carteira teórica do Ibovespa e vendidos em índice futuro, o que pode gerar uma maior pressão vendedora no ajuste de posições do dia, caso nenhuma notícia mais favorável apareça.

Já no médio prazo, percepção melhora
Mesmo concordando com as perspectivas anteriormente descritas, Marina Waltz, do BB Investimentos, ainda se mostra otimista com as perspectivas de médio e longo prazos para o mercado acionário brasileiro. A analista de renda variável não descarta a possibilidade de que mais uma ou duas elevações nos Fed Funds sejam implementadas.

No entanto, ressalta que o processo de ajuste da política monetária norte-americana está muito próximo do fim. "Mesmo que a inflação nos EUA aponte para um ponto um pouco acima da meta implícita de 2,0% ao ano considerada confortável, acredito que o espaço para elevações dos juros (nos EUA) está acabando, tendo em vista as implicações sobre o crescimento econômico do país".

Somada a essa percepção, Waltz lembra que os fundamentos e perspectivas para a economia brasileira continuam favoráveis e chama a atenção para o fato de que a significativa redução registrada pelo risco-país nos últimos meses não se refletiu como esperada na valorização do Ibovespa, contrariando a forte correlação negativa registrada entre ambos nos últimos anos.